terça-feira, 3 de novembro de 2015

Fatores relacionados à eficácia das equipes – Projeto do trabalho

As equipes eficazes precisam trabalhar em conjunto e assumir responsabilidade coletiva pela realização de tarefas significantes. Esta categoria inclui variáveis como liberdade e autonomia, oportunidade de utilização de diferentes habilidades e talentos (variedade de habilidades), capacidade de realização completa de uma tarefa ou produto identificável (identidade da tarefa) e a execução de uma tarefa ou projeto que tenha um impacto considerável sobre os outros (significância da tarefa). As evidências indicam que essas características estimulam a motivação dos membros e aumentam a eficácia da equipe. Tais características são motivadoras porque aumentam o senso de responsabilidade dos membros e sua percepção de autonomia no trabalho, tornando sua realização mais interessante.



No estudo “Características de equipes multifuncionais eficazes: um estudo exploratório a partir de um caso de sucesso na busca de resultados empresariais”, Sergio Burdelis analisa as características que podem estar relacionadas com o sucesso do uso de equipes multifuncionais na implementação de estratégias empresariais. Veja o trabalho completo no link abaixo:

Fonte:
ROBBINS, STEPHEN P. Comportamento organizacional. 11. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.

Fatores relacionados à eficácia das equipes – Composição

Esta categoria inclui as variáveis relacionadas a quem deve integrar as equipes: as habilidades e personalidades dos membros, a alocação de papéis e a diversidade, o tamanho da equipe, a flexibilidade dos membros e sua preferência pelo trabalho em equipe.
Capacidade dos membros
Parte do desempenho de uma equipe depende dos conhecimentos, habilidades e capacidades de seus membros individuais. O desempenho de uma equipe não é apenas a somatória das capacidades individuais de seus membros. Contudo, estas capacidades determinam parâmetros do que os membros podem fazer e do quão eficientes eles serão dentro da equipe. Para funcionar eficazmente, uma equipe precisa de pessoas com conhecimentos técnicos, pessoas com habilidades para solução de problemas e tomada de decisões, que sejam capazes de identificar problemas, gerar alternativas, avaliar essas alternativas e fazer escolhas competentes. As equipes também precisam de pessoas que saibam ouvir, que deem feedback, solucionem conflitos e possuam outras habilidades interpessoais.
Personalidade
A personalidade tem influência significativa sobre o comportamento da equipe. As equipes com níveis médios elevados de extroversão, amabilidade, consciência e estabilidade emocional costumam receber avaliações mais altas pelo seu desempenho. Mas misturar pessoas altamente conscientes com outras nem tão conscientes pode prejudicar o desempenho da equipe, isso porque essa diversidade pode conduzir a uma sensação de injustiça nas contribuições. Um único membro da equipe que não possua um nível mínimo de amabilidade, por exemplo, pode afetar negativamente todo o desempenho da equipe. Portanto, a inclusão de uma única pessoa que deixe a desejar em amabilidade, consciência ou extroversão pode resultar no desgaste dos processos internos da equipe e reduzir o seu desempenho geral.
Alocação dos papéis
As equipes possuem necessidades diferentes e as pessoas devem ser selecionadas para a equipe de modo a assegurar que todos os papéis sejam preenchidos. As equipes bem sucedidas têm pessoas para todos esses papéis e são selecionadas de acordo com suas habilidades e preferências. É importante que os executivos compreendam os pontos fortes que cada pessoa pode levar para a equipe, selecionem os membros tendo em mente esses pontos fortes e distribuam as atribuições de trabalho de maneira que se ajuste aos estilos preferidos pelos membros. Dessa forma, aumenta-se a probabilidade de que os membros trabalhem bem juntos.
Diversidade
A maior parte das atividades de uma equipe requer variedade de habilidades e conhecimentos, por isso, é razoável supor que as equipes compostas por pessoas diferentes entre si têm maior probabilidade de contar com diversidade de habilidades e de informações, além de serem mais eficazes.
Quando os membros são diferentes existe uma maior probabilidade de que a equipe possua as características necessárias para realizar suas tarefas de forma eficaz. A equipe pode ter uma carga maior de conflitos e menos expediente quando se introduzem e se assimilam mais posições diversas, mas as evidências confirmam que os grupos heterogêneos têm melhor desempenho do que os homogêneos, visto que a diversidade promove o conflito, que estimula a criatividade e conduz à melhoria do processo de tomada de decisão.
Tamanho das equipes
De maneira geral, as equipes mais eficazes são compostas por menos de dez elementos. Os especialistas sugerem a utilização do menor número possível de membros para a realização de uma tarefa. Quando a equipe tem excesso de componentes, seus membros terão dificuldades de desenvolver a coesão, o comprometimento e a responsabilidade mútua, e a “folga” social aumenta, com as pessoas fazendo cada vez menos. Desta forma, ao projetar equipes eficazes, os executivos devem manter o número pequeno de membros.
Flexibilidade dos membros
As equipes formadas por indivíduos flexíveis possuem membros que podem completar as tarefas uns dos outros. Esse é um diferencial obviamente positivo já que aumenta sua adaptabilidade e deixa a equipe menos dependente de um único membro. A seleção de membros que valorizam a flexibilidade e seu treinamento para que realizem as tarefas uns dos outros pode levar um melhor desempenho da equipe com o passar do tempo.
Preferência dos membros
Nem todo funcionário é membro potencial de equipe. Quando as pessoas que preferem trabalhar sozinhas são requisitadas para o trabalho em equipe, há uma ameaça direta ao moral do grupo e à satisfação individual de seus membros. Ao selecionar os membros da equipe, devem-se considerar as preferências individuais da mesma forma que as habilidades, personalidades e capacidades. As equipes com excelente desempenho geralmente são compostas por pessoas que preferem trabalhar em grupo.



O artigo “Perfil das competências em equipes de projetos”, de Roque Rabechini Junior e Marly Monteiro de Carvalho, apresenta uma pesquisa realizada com gerentes e técnicos de projeto de empresas de diversos setores. A análise pautou-se em aspectos relacionados à formação de competências em equipes de projetos. Veja o trabalho completo no link abaixo:

 Fonte:
ROBBINS, STEPHEN P. Comportamento organizacional. 11. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Fatores relacionados à eficácia das equipes – Contexto

Os quatro fatores contextuais que parecem estar mais significativamente relacionados ao desempenho das equipes são a presença de recursos adequados, uma liderança eficaz, um clima de confiança e sistemas de avaliação de desempenho e de recompensas que reflitam as contribuições da equipe.
Recursos adequados
Todas as equipes de trabalho dependem de recursos externos para a sua sustentação. A escassez de recursos reduz diretamente a capacidade de desempenhar o trabalho eficazmente e atingir os objetivos. É importante que a equipe receba o apoio da organização para que possa desempenhar um trabalho eficaz, isto inclui recursos como disponibilização de informações em tempo hábil, tecnologia apropriada, pessoal adequado, incentivo e apoio administrativo.
Liderança e estrutura
Os membros da equipe precisam entrar em acordo quanto à divisão das tarefas e assegurar que todos contribuam igualmente nesse arranjo. Além disso, precisam determinar como os cronogramas serão estabelecidos, quais habilidades devem ser desenvolvidas, como o grupo vai resolver os conflitos e como as decisões serão tomadas ou modificadas. O acordo em relação às especificidades do trabalho e como elas devem ser organizadas para integrar as habilidades individuais requer liderança e estrutura para a equipe. Isto pode ser proporcionado pelos executivos ou pelos próprios membros da equipe.
Clima de confiança
Os membros das equipes eficazes confiam uns nos outros. E também demonstram confiança em seus líderes. A confiança interpessoal entre os membros da equipe facilita a cooperação, reduz a necessidade de monitoramento dos comportamentos individuais e une as pessoas em torno da crença de que nenhuma delas tentará tirar proveito da outra. Quando existe confiança, os membros da equipe apresentam mais disposição para assumir riscos ou mostrar vulnerabilidade. A confiança é a base para a construção da liderança, no sentido em que torna a equipe disposta a aceitar e a se comprometer com as metas e as decisões de seu líder.
Sistemas de avaliação de desempenho e recompensas
O sistema tradicional de avaliação e de recompensas individuais precisa ser modificado para refletir o desempenho da equipe. As avaliações individuais de desempenho, a remuneração fixa, os incentivos individuais e outras práticas semelhantes não são consistentes com o desenvolvimento de equipes de alto desempenho. Assim, além das recompensas individuais, os dirigentes também devem considerar as avaliações em grupo, a participação nos lucros e nos resultados, os incentivos aos grupos pequenos e outras modificações no sistema para reforçar o empenho e o comprometimento das equipes.

O artigo “O papel da Liderança na Eficácia de Equipes de Trabalho”, de Luciane Wolff, Patricia Martins Fagundes Cabral e Paulo Renato Martins Ribeiro da Silva Lourenço apresenta uma pesquisa sobre os indicadores de eficácia de equipe adotados e a importância aos mesmos atribuída, ao longo do tempo, por líderes e liderados envolvidos em um projeto de desenvolvimento de software. Veja o trabalho completo no link abaixo:

Fontes:
ROBBINS, STEPHEN P. Comportamento organizacional. 11. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.


Criando equipes eficazes

Tornar uma equipe altamente eficaz é um grande desafio, já que, geralmente, elas apresentam determinadas características que precisam ser modificadas para atender ao perfil ideal de uma equipe eficaz.
As equipes eficazes são construídas sobre o estabelecimento de uma visão comum, criando peças para a construção da comunicação e colaboração, identificando e planejando os bloqueios do planejamento, e estabelecendo responsabilidades.
Os componentes básicos para a criação de equipes eficazes podem ser resumidos em quatro categorias gerais: projeto do trabalho, composição da equipe, recursos e influências textuais e as variáveis do processo.
Normalmente, a eficácia da equipe engloba medidas objetivas da produtividade da equipe, a avaliação dos executivos em relação ao desempenho da equipe e medidas agregadas da satisfação dos seus membros.


No trabalho “As equipes de trabalho e sua importância nas organizações atuais”, de Rosane Sena, apresenta uma pesquisa sobre a importância e a forma de atuação das equipes de trabalho nas organizações atuais. Veja o artigo no link abaixo:

Fontes:

ROBBINS, STEPHEN P. Comportamento organizacional. 11. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.

Tipos de equipes

As equipes podem realizar uma grande variedade de coisas: fazer produtos, prestar serviços, negociar acordos, coordenar projetos, oferecer aconselhamento ou tomar decisões.
De acordo com Robbins, as formas mais comuns de equipes encontradas nas organizações são:
Equipes de soluções de problemas
Neste tipo de equipe, os membros trocam ideias ou oferecem sugestões sobre os processos e métodos de trabalho que podem ser melhorados. Raramente, entretanto, estas equipes têm autoridade para implementar unilateralmente suas sugestões.

Equipes de trabalho autogerenciadas
São grupos de funcionários que realizam trabalhos muito relacionados ou interdependentes e assumem muitas responsabilidades que antes eram de seus antigos supervisores. Normalmente, isso inclui o planejamento e o cronograma de trabalho, a delegação de tarefas aos membros, o controle coletivo sobre o ritmo do trabalho, a tomada de decisões operacionais e a implementação de ações para solucionar os problemas. As equipes de trabalho totalmente autogerenciadas até escolhem seus membros e avaliam o desempenho uns dos outros. Consequentemente, as posições de supervisão perdem a sua importância ou são eliminadas.

Equipes multifuncionais
São equipes formadas por funcionários do mesmo nível hierárquico, mas de diferentes setores da empresa que se juntam para cumprir uma tarefa. As equipes multifuncionais representam uma forma eficaz de permitir que pessoas de diferentes áreas de uma empresa possam trocar informações, desenvolver novas ideias e solucionar problemas, bem como coordenar projetos complexos. Evidentemente, não é fácil administrar essas equipes. Seus primeiros estágios de desenvolvimento, enquanto as pessoas aprendem a lidar com a diversidade e a complexidade, costumam ser muito trabalhosos e demorados. Demora algum tempo até que se desenvolva a confiança e espírito de equipe, especialmente entre pessoas com diferentes históricos, experiências e perspectivas.

Equipes virtuais
Usam a tecnologia da informática para reunir seus membros, fisicamente dispersos, e permitir que eles atinjam um objetivo comum. Elas permitem que as pessoas colaborem on-line – utilizando meios de comunicação como redes internas e externas, videoconferência ou correio eletrônico – quando estão separadas apenas por uma parede ou em outro continente.
Especialmente quando os membros não se conhecem pessoalmente, as equipes virtuais tendem a se voltar mais para a tarefa e menos para a troca de informações sociais e emocionais. Os membros dessas equipes demonstram menor satisfação com o processo de interação do grupo do que os participantes de equipes que trabalham face a face.

No artigo “Abordagem de Equipes em um Sistema Produtivo”, Leonardo Alexandre Rezende e Maikon Almeida Macedo, abordam os tipos de equipes com suas características e analisam dois estudos de caso de organização de equipes em empresas reais. Veja o artigo no link abaixo:

Fontes:
ROBBINS, STEPHEN P. Comportamento organizacional. 11. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Diferenças entre grupos e equipes

Um grupo de trabalho é aquele que interage basicamente para compartilhar e tomar decisões para ajudar cada membro em seu desempenho na sua área de responsabilidade.
Os grupos de trabalho não têm necessidade nem oportunidade de se engajar em um trabalho coletivo que requeira esforço conjunto. Assim, seu desempenho é apenas a somatória das contribuições individuais de seus membros. Não existe uma sinergia positiva que possa criar um nível geral de desempenho maior do que a soma das contribuições individuais.
Já uma equipe de trabalho gera uma sinergia positiva por meio do esforço coordenado. Os esforços individuais resultam em um nível de desempenho maior do que a soma daquelas contribuições individuais.
No quadro abaixo, podemos comparar os grupos e as equipes em relação ao objetivo, à sinergia, à responsabilidade e às habilidades:


Por fim:


No artigo “Grupo X Equipe”, de Cybele Padoan Giacchetto, podemos aprender mais sobre as equipes. Veja o artigo no link abaixo:

Fontes:
ROBBINS, STEPHEN P. Comportamento organizacional. 11. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Pensamento grupal

O pensamento grupal acontece quando um determinado grupo chega a decisões e conclusões devido às pressões que existem de forma individualizada, esquecendo assim objetivos, metas e decisões. Ele descreve as situações em que pressões para a conformidade impedem que o grupo avalie criticamente propostas incomuns, minoritárias ou impopulares, evitando a promoção de pontos de vista fora da zona de conforto do pensamento consensual. Esse fenômeno atua como uma doença que ataca muitos grupos e pode prejudicar seu desempenho ao extremo. Parece ocorrer com mais frequência quando existe uma clara identidade de grupo, quando os membros têm uma imagem positiva do grupo que pretendem proteger e quando o grupo percebe uma ameaça coletiva para sua imagem positiva. Assim, o pensamento grupal é uma forma de o grupo proteger sua imagem positiva. O pensamento de grupo pode fazer com que grupos tomem decisões precipitadas e irracionais, onde dúvidas individuais são postas de lado, por medo de perturbar o equilíbrio coletivo.
A mudança de posição grupal indica a situação em que, ao discutir um conjunto de alternativas e escolher uma solução, os membros do grupo tendem a exagerar suas posições iniciais. Algumas vezes, o cuidado excessivo domina, e há uma mudança para o conservadorismo. Ao compararmos as decisões do grupo com as decisões individuais de seus membros, as evidências sugerem que há diferenças. Em alguns casos, as decisões dos grupos são mais conservadoras do que as individuais. A mudança de posição grupal pode ser vista, na verdade, como um caso especial de pensamento grupal. A decisão do grupo reflete a norma dominante que se desenvolve durante a discussão. A mudança irá para uma postura mais cautelosa ou mais arriscada dependendo da norma dominante na discussão.

No seguinte vídeo, Thiago Martins Avila explica por que o pensamento grupal é importante:
Já no link abaixo podemos ver no artigo “Brainstorming e Pensamento de Grupo: como evitar a unanimidade burra”, de Jairo Siqueira, que o pensamento grupal pode ser um grande inimigo das sessões de brainstorming.

Fontes:
ROBBINS, STEPHEN P. Comportamento organizacional. 11. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.