Os grupos oferecem um
excelente veículo para a realização de diversas etapas do processo de tomada de
decisões. Eles são um meio de reunir informações de forma mais ampla e
profunda. Se o grupo for composto por pessoas com históricos diferentes, as
alternativas geradas serão mais extensivas, e a análise, mais crítica. Quando a
solução final for escolhida, haverá mais gente do grupo de decisão para
apoiá-la e implementá-la. Estas vantagens, entretanto, podem ser contrapostas
pelo tempo consumido pelo grupo, pelos conflitos internos criados e pelas
pressões para a conformidade.
Os grupos veem sendo
muito utilizados para a tomada de decisões nas organizações, mas existem
vantagens e desvantagens no processo decisório coletivo. Veremos alguns pontos
fortes e pontos fracos da tomada de decisões em grupo.
Os grupos são capazes de
gerar informações e conhecimentos mais completos. Por agregar os recursos de
diversos indivíduos, os grupos conseguem mais entradas para o processo
decisório, visto que oferecem uma maior diversidade de pontos de vista, o que cria
oportunidade para um número maior de abordagens e alternativas a serem
consideradas. As evidências indicam que os grupos geram decisões de qualidade
mais elevada. Eles também aumentam a aceitação de uma solução, já que as
pessoas que participam da tomada de uma decisão tendem a apoiar a solução
escolhida e a estimular os demais a aceitá-la.
Apesar das vantagens, as
decisões em grupo consomem muito tempo. O processo demora muito mais do que
quando a decisão é tomada por apenas uma pessoa. Existem pressões para a
conformidade dentro do grupo. O desejo dos membros de serem aceitos e
valorizados pelo grupo pode sufocar qualquer desacordo explícito. As discussões
podem ser dominadas por um indivíduo ou um pequeno subgrupo. Se essa coalizão
dominante for composta por membros de capacitação baixa ou média, a eficácia
geral do grupo será prejudicada. As decisões em grupo sofrem de uma certa
ambiguidade da responsabilidade, pois a responsabilidade pelo resultado não
pode ser atribuída a nenhum membro individualmente, como no processo decisório
individual.
As decisões tomadas em
grupo tendem a ser mais precisas, as evidências indicam que os grupos chegam a
decisões de melhor qualidade do que os indivíduos. Em termos de rapidez, os
indivíduos são melhores. Já, se considerarmos a criatividade e o grau de
aceitação, os grupos tendem a ser mais eficazes.
No vídeo abaixo, o coach,
palestrante e sócio de uma empresa de coach, Silvio Celestino, assinala que o
trabalho em equipe nem sempre se aplica a todas as atividades da empresa:
Fontes:
ROBBINS, STEPHEN P.
Comportamento organizacional. 11. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
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